segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Velhas Histórias

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Velhas Histórias

Você cá, eu acolá
Sol e lua, lua e sol
Parceria em alguns dias
Minha doce companhia
Pra  sorrir velhas histórias
Pra danças imaginárias
Em fantasias pueris.

Havia lindas canções
Entre olhares sutis
Azul no branco dos dentes
Salão repleto de gente
Você e eu, ninguém mais
Eu sei ninguém  mais nos viu.

Mas está lá estampado
No salão desfigurado
Só o tempo eternizou
Ouve-se ainda a batida
Da bateria envolvida
Numa suave cantiga
Que só o vento escutou.

Autor
Carlos Marcos Faustino

12/09/2017 – terça-feira  02h35

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Feito poesia


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Feito poesia

O tempo passa , que passa
Leva de nós as pessoas
Sem explicação, motivo
Vão-se amores, vão-se amigos.

Cada qual com o seu drama
Ninguém mais agora gosta
Ninguém mais agora  ama
Afinal que são afetos
Neste mundo de concretos.

No coração,  pequena chama
Tal  qual uma brasa acesa
É o que fica e nos engana
 E nos motiva a viver.

Segue a vida a largos passos
No mesmo compasso ninguém
A certeza é nada ser
A certeza é ser nada
No tempo e na vida de alguém.


Todos voam : borboletas
Buscando na vida outros céus
Fica a saudade escondida
Morando na alma cativa
Como fosse um doce véu.


Uma dor que não sossega
Insiste e  aos olhos entrega
Como fossem poesias
Lagrimas de nostalgia
Que só em versos navega.

Autor
Carlos Marcos Faustino

07/09/2017 – quinta-feira – 16h36

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Emoções


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Emoções


Desce no leito de minhas veias
Rasgando caminhos
Feito fonte que desce a serra
Sulcando rumos pela terra
Meu sangue  latejante, pulsante
Adiante na sua rotina pra manter-me vivo

Desce afora, meu pensamento em rimas
Sulcando versos não concebidos
Habitantes apenas num universo
Paralelo a este em que vivo


São ramalhetes que florescem caminhos
Enlaçados por canções que habito
Brotando emoções com as quais convivo

São sementes deixadas ao longo da vida
Afora a eternidade que trago comigo
Talvez feneçam, talvez sobrevivam.


Autor
Carlos Marcos Faustino

30/08/2017 – quarta-feira -10:08

sábado, 12 de agosto de 2017

Pai! Quanta saudades!


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Pai! Quanta saudades!

Meu pai
Em mim eternizado
Doces momentos duma vida lado a lado
Detalhes, cenas vividas na infância
Na adolescência, na fase adulta
Que agora em versos retrato

A minha lembrança primeira
Cinco anos, meses mais, meses menos
A chegada numa nova casa, beira de linha,
Da anterior não me lembro
Mas sei  que estava tudo a contento

Adentrei antes que a mudança
E fui emitindo sons pra ouvir o eco
Descobri desde a cozinha à varanda
Desde uma primavera no quintal
Até uma amoreira ao pé da cerca.

Nososs passeios na estação, ou na pracinha
A cadeira preguiçosa que você consertava
Eu chegando e nem percebi que estava solto o pano
Dai  o riso, eu sentado já no chão caído

A espera das tardes quando vinha do serviço
O cheiro do café fresco nas madrugadas
Os causos à beira do fogão à lenha
O seu canto ao fazer a barba
Todos os dias da semana, os sábados e domingos
Como era magico tudo isso.

Depois outra mudança, eu crescendo
Você procurando novos caminhos
Pra prover nosso sustento
E eu nem percebia, que dia a dia meu pai
 Aos poucos eu ia te perdendo.

Foram tantas idas  às sessões de cinema
Tantos doces, tantas guloseimas
Tantos presentes  nos Natais que se sucediam
Tanto afeto, tanto amor que de ti surgia.

Os teus sonhos foram nos embalando pelos dias
O teu exemplo constante nos envolvia
Pai  inda me lembro do teu perfil na serraria
Inda vejo os desenhos da fumaça  que emitia
Entre uma tragada e outra, quanta magia.

Aos vinte anos choramos juntos por dentro
Fui buscar um rumo na vida
Te vi ficando distante, o  trem correndo
Meu pai  quem nos separava era o tempo

Mas depois de alguns anos de saudades
Voltei coração emocionado pra minha cidade
Pro seu aconchego, pra tua companhia
E a vida seguia, seguia, seguia

Nem percebi, eu não queria
Você tinha que ser eterno
Mas você se foi, ficou aquele seu pedaço
O brilho dos teus olhos, o seu amado sorriso
Colado no coração, na memoria, na nossa vida.

Hoje pai, neste teu  dia, Espero que onde quer que esteja
 Sinta pelo menos por um momento
A saudade que nestes versos estampada fica.


Carlos Marcos Faustino
12/08/2017 – sábado – 00H15


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quase adeus

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Quase adeus

Deixou um quase adeus disfarçado de até logo
Um triste olhar através da cortina
E aquele mar de indefinidas sensações
Aquele brilho molhado nas retinas.

Se foi como se fosse ali na esquina
Como se pra jantar inda voltasse
Mas levou  quase tudo de seu
Desde a escrivaninha a um par de botinas
Nosso amor, nosso afeto e saudades.


Autor
Carlos Marcos Faustino
10/07/2017 – segunda-feira- 23h33









quarta-feira, 5 de julho de 2017

sonhos ao vento

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Sonhos ao vento

É preciso nortear os passos
Não deixar planos ir por água abaixo
Nem acumular sonhos em gavetas
A espera que um dia talvez tudo  aconteça.

É preciso voar, planar no espaço
Dançar todas as canções possíveis
Amores impossíveis, paixões alucinantes
Vive-los na intensidade dum único instante.

O tempo te espreita a todo momento
Enquanto te leva na sua toada insana
Já no espelho não refletes jovialidade
mesmo ainda agarrado aos sonhos da mocidade

Esvazia tuas gavetas  enquanto é tempo
A tua poesia talvez os vivencie
Um dia poderão ouvir teus sonhos na voz do vento
Deixa que as futuras gerações os apreciem.

Autor
Carlos Marcos Faustino
05/07/2017  - quarta-feira -21h57



domingo, 2 de julho de 2017

Minhas aquarelas


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Minhas aquarelas


Estando eu no meu trem
A muito mais que sessenta
Numa saudade que alenta
E acalma como ninguém
Das lembranças que me seguem
Em versos deixo as mais belas
Minhas sutis, doces telas
As flores dos meus jardins
Um sentimento sem fim
Estampado em aquarelas


Autor
Carlos Marcos Faustino

02/07/2017-domingo – 15h58

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