sábado, 12 de agosto de 2017

Pai! Quanta saudades!


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, oceano, nuvem, céu, água, atividades ao ar livre e natureza

Pai! Quanta saudades!

Meu pai
Em mim eternizado
Doces momentos duma vida lado a lado
Detalhes, cenas vividas na infância
Na adolescência, na fase adulta
Que agora em versos retrato

A minha lembrança primeira
Cinco anos, meses mais, meses menos
A chegada numa nova casa, beira de linha,
Da anterior não me lembro
Mas sei  que estava tudo a contento

Adentrei antes que a mudança
E fui emitindo sons pra ouvir o eco
Descobri desde a cozinha à varanda
Desde uma primavera no quintal
Até uma amoreira ao pé da cerca.

Nososs passeios na estação, ou na pracinha
A cadeira preguiçosa que você consertava
Eu chegando e nem percebi que estava solto o pano
Dai  o riso, eu sentado já no chão caído

A espera das tardes quando vinha do serviço
O cheiro do café fresco nas madrugadas
Os causos à beira do fogão à lenha
O seu canto ao fazer a barba
Todos os dias da semana, os sábados e domingos
Como era magico tudo isso.

Depois outra mudança, eu crescendo
Você procurando novos caminhos
Pra prover nosso sustento
E eu nem percebia, que dia a dia meu pai
 Aos poucos eu ia te perdendo.

Foram tantas idas  às sessões de cinema
Tantos doces, tantas guloseimas
Tantos presentes  nos Natais que se sucediam
Tanto afeto, tanto amor que de ti surgia.

Os teus sonhos foram nos embalando pelos dias
O teu exemplo constante nos envolvia
Pai  inda me lembro do teu perfil na serraria
Inda vejo os desenhos da fumaça  que emitia
Entre uma tragada e outra, quanta magia.

Aos vinte anos choramos juntos por dentro
Fui buscar um rumo na vida
Te vi ficando distante, o  trem correndo
Meu pai  quem nos separava era o tempo

Mas depois de alguns anos de saudades
Voltei coração emocionado pra minha cidade
Pro seu aconchego, pra tua companhia
E a vida seguia, seguia, seguia

Nem percebi, eu não queria
Você tinha que ser eterno
Mas você se foi, ficou aquele seu pedaço
O brilho dos teus olhos, o seu amado sorriso
Colado no coração, na memoria, na nossa vida.

Hoje pai, neste teu  dia, Espero que onde quer que esteja
 Sinta pelo menos por um momento
A saudade que nestes versos estampada fica.


Carlos Marcos Faustino
12/08/2017 – sábado – 00H15


=


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quase adeus

Resultado de imagem para quase adeus

Quase adeus

Deixou um quase adeus disfarçado de até logo
Um triste olhar através da cortina
E aquele mar de indefinidas sensações
Aquele brilho molhado nas retinas.

Se foi como se fosse ali na esquina
Como se pra jantar inda voltasse
Mas levou  quase tudo de seu
Desde a escrivaninha a um par de botinas
Nosso amor, nosso afeto e saudades.


Autor
Carlos Marcos Faustino
10/07/2017 – segunda-feira- 23h33









quarta-feira, 5 de julho de 2017

sonhos ao vento

Imagem relacionada

Sonhos ao vento

É preciso nortear os passos
Não deixar planos ir por água abaixo
Nem acumular sonhos em gavetas
A espera que um dia talvez tudo  aconteça.

É preciso voar, planar no espaço
Dançar todas as canções possíveis
Amores impossíveis, paixões alucinantes
Vive-los na intensidade dum único instante.

O tempo te espreita a todo momento
Enquanto te leva na sua toada insana
Já no espelho não refletes jovialidade
mesmo ainda agarrado aos sonhos da mocidade

Esvazia tuas gavetas  enquanto é tempo
A tua poesia talvez os vivencie
Um dia poderão ouvir teus sonhos na voz do vento
Deixa que as futuras gerações os apreciem.

Autor
Carlos Marcos Faustino
05/07/2017  - quarta-feira -21h57



domingo, 2 de julho de 2017

Minhas aquarelas


Imagem relacionada

Minhas aquarelas


Estando eu no meu trem
A muito mais que sessenta
Numa saudade que alenta
E acalma como ninguém
Das lembranças que me seguem
Em versos deixo as mais belas
Minhas sutis, doces telas
As flores dos meus jardins
Um sentimento sem fim
Estampado em aquarelas


Autor
Carlos Marcos Faustino

02/07/2017-domingo – 15h58

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Esquinas


Nenhum texto alternativo automático disponível.

A partida

Esquinas( L  á -  LIII)


As vozes são piruetas
 De risos todas vestidas
 Tristezas adormecidas
 Numa mesma silhueta
Os problemas na gaveta
 Tudo isso se aquieta
 A Lua observa inquieta
 A cena que lhe alucina
 Os colóquios da esquina
 Ebriedade dos poetas

04/06/2017-domingo – 23H48


-LI-

 Noites nem só borboletas
Aquelas carmim no riso
Alçam voos indecisos
Com suas historietas
Versos feito operetas
Eles mostram mil facetas
A mim não são indiscretas
Não sei por que te amofinas
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 - segunda-feira -00h12


-LII-


Nem só o luar lá fora
Serestas na madrugada
Turvo olhar, alma lavada
À mercê dos bota-fora
Estenda a mão, não é hora?
Antes que a vida os remeta
Ali aos pés da sarjeta
Tem gente que abomina
Os  colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017- segunda-feira – 00:38

-LIII-

Viola embaixo do braço
Cai da cabeça o chapéu
Solta a voz o menestrel
No canto em descompasso
Espelham-se seus pedaços
Toda essa mágoa quieta
Duvido que não te afeta
Se quiser pode, opina!
Os colóquios da esquina
Ebriedade dos poetas

05/06/2017 – segunda-feira – 01:02



domingo, 4 de junho de 2017

Pra você tiro o chapéu

Nenhum texto alternativo automático disponível.


Pra você tiro o chapéu


Viajante em mar revolto
No meu barco de papel
Pensamentos, meu cinzel
Deixo assim tudo tão solto
Embora esteja envolto
Nessas trilhas do teu céu
“De versos eterno véu”
Por isso é que te digo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu.



Afora todos os meus ais
Eu jamais conseguiria
Construir por ousadia
Com palavras magistrais
Os seus versos celestiais
Muito mais que um menestrel
Seu canto nos mostra o céu
Por isso eu te bendigo
Pasmei, pasmei meu amigo
Pra você tiro o chapéu


terça-feira, 30 de maio de 2017

Expresso 66

A imagem pode conter: árvore, planta, atividades ao ar livre e natureza

Expresso 66

O expresso 65 já se vai
Pelos dias segue atrás dos anos
Numa maratona doida, doída
Correndo afoita pela vida
Que aos poucos se esvai.

Vem comigo por qualquer motivo
A areia da ampulheta cai
Pode não  haver outro momento
Você tem tempo? Você tem tempo?


Vai ficar meu pensamento
 Estampado nos meus versos
Não sei ao certo,
Como é o fim da curva
Corro, corres ,todos correm
De um modo ou de outro
Uns no ápice
Outros no fundo do poço

Enquanto isso os dias morrem
Uns vão colhendo os louros
Mas todos vão, querendo ou não
Mesmo sem taças, medalhas
Mesmo sem flores, sem velas
Um a um, todos se vão


O expresso 65 já vai
Pelos dias, segue atrás dos anos
Nesta maratona doida, doída
Vai correndo atrás da vida
Que aos poucos se esvai.


Autor
Carlos Marcos Faustino

13/12/2015 – sexta-feira – 08h56

LICENÇA - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada

Licença Creative Commons
Todos os textos de Carlos Marcos Faustino, bem como de demais autores postados no Blog de Faustino Entreletras é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Baseado no trabalho em http://faustinopoeta.blogspot.com.br/.
Perssões além do escopo dessa licença podem estar disponível em http://faustinopoeta.blogspot.com.br/.