quinta-feira, 21 de junho de 2018

Marcolina e Manuel



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Marcolina e Manuel


Marcolina e Manuel
Era um jovem casal
Viviam a sua vida
Tudo dentro do normal

O Manuel trabalhava
Numa estação de trem
Da ferrovia paulista
Marcolina lá em casa
Embora sem dar na vista
Trabalhava muito também

No mês de festa junina
Na véspera de São João
Um senhor amigo os convida
Para a comemoração

Marcolina bem bonita
No seu vestido de chita
Manoel todo engomado
 Chapéu branco, terno listrado.
Chegam à festa abraçados

Quentão, anisete, fogueira
Paçoca e bolo de milho
Balão, pau de sebo, bandeira
E bolachas de polvilho
E a sanfona vai encantando
Casais que ficam dançando
Crianças pra todo canto
Corre corre, roda roda
La vem uma nova moda
Chega junto, chora viola

Marcolina e Manoel
Depois duma longa dança
Num canto daquele salão
Sentados, conversam, descansam

O amigo lá de dentro
No copo traz uma bebida
E oferece a Manoel
Dizendo que nesta vida
Nada nada mais vale
Que esta grande amizade

Manoel muito educado
 Disse: Obrigado, não bebo
Marcolina do seu lado
Disse; Bebe, bebe meu bem
Não faça esta desfeita
 Pro seu amigo, coitado!


Manoel de um só gole
 Bebe aquele preparado
Depois saiu feito louco
Correndo desesperado
Pulando com facilidade
Cercas de arame farpado

Marcolina ia atrás
Naquela louca corrida
Só mais tarde tomou tento
Do que tinha acontecido

Manoel pra toda vida
Nunca mais largou o vicio
E pra sempre na cabeça
Ficou com o ruído dum grilo

Neste mundo de meu Deus
A inveja, o mal, o feitiço.
Pode estar em qualquer parte
Em qualquer canto escondido
Pode se esconder sem alarde
Nos braços de um falso amigo

Autor
Carlos Marcos Faustino
20/06/2018- quarta-feira - 1816


terça-feira, 19 de junho de 2018

Perigo


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Perigo
 Palavra do dia



Um perigo aquele olhar provocante, aquele corpo sensual. Uma tentação que ele precisava conter toda vez que ela passava ao seu lado. Ele pisava no freio do seu coração pra que o pulsar acelerado não o tornasse uma bomba em potencial. Era também como se ele fosse uma navegação em alto mar a mercê dum temporal. Era preciso tomar firme o leme para que não viesse a soçobrar naquele mar de tentação.



19/06/2018 – terça –feira  - 09:42

Charuto


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 Charuto
Palavra do dia




Saudade também tem cheiro. Ele partiu, mas deixou nos cantos da casa o seu sorriso, o ar da sua bondade e aquele delicioso cheiro de saudade.  A gente estava acostumado vê-lo dando baforadas no ar enquanto a fumaça ia desenhando formas das historias de sua meninice e juventude que ele contava. Parecia cenas de filmes hollywoodianos, daqueles mesmos que costumávamos ver nas sessões de final de semana, mesmo aquela fumaça não tendo aquele glamour dos charutos que aqueles finos cavalheiros exibiam nos filmes. Tudo começava quando ele pegava o canivete e com aquele jeito simples cortava o fumo de corda pra enrolar mesmo que fosse num papel de pão pra depois ficar nos inebriando com suas historias. Passe o tempo que passar, mesmo que o cenário de tão memoráveis aventuras nem exista mais, vai ficar nos nossos corações pela eternidade toda a essência e aquele delicioso perfume da presença do nosso velho pai.



18/06/2018 – segunda-feira -08:39

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Viagem astral


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Elabore uma pequeno texto que resuma uma viagem especial que você fez ou gostaria de fazer
Desafio de domingo


Já ate iniciei uma viagem um dia, mas fui só ate um determinado ponto, por medo, não usufrui de todo o percurso que eu poderia percorrer.  Uma viagem astral. Foi mais ou menos assim, uma espécie de sonho. Eu estava na minha cama e de repente comecei a ascender até o teto. La de cima eu vi meu corpo na cama adormecido. A partir dai eu como se um fantasma fosse, atravessei o telhado e já estando do lado de fora dele (não era como se eu estivesse flutuando em cima de minha casa) me vi num espaço infinitamente azul, todo  decorado com nuvens brancas, então eu ia dando cambalhotas  em câmera lenta, ascendendo  cada vez mais, ao som da música “ Danúbio Azul” de  Johann  Strauss . Era uma sensação maravilhosa, mas ai eu me senti distanciando cada vez mais do meu corpo físico e me bateu um medo de não voltar. Pensei nos meus filhos que tinham ficado pra trás, eles ainda precisariam muito de mim. Foi ai então neste exato momento, num baque profundo acabei despertando em minha cama.



17/06/2018 – domingo – 23:19

sábado, 16 de junho de 2018

Recorte


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Recorte
Palavra do dia



“Recorte do seu coração as lembranças todas, do seu álbum de retratos todas as foto minhas, recorte de sua vida todas as palavras de amor que me disse e siga em paz".  A carta terminava assim. Ela chorosa por aquele rompimento tão repentino folheava todas as lembranças, todos os momentos e por mais que se esforçasse sabia que jamais ia conseguir tirá-lo do pensamento. O que sentia era amor pra toda a vida. Pegou nas mãos a aliança de noivado que ele lhe dera, saiu até a janela e jogou-a lá do alto. Depois no desespero, subiu no parapeito e se jogou como se estivesse em busca dela.


16/06/2018- Sábado – 10:13

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pessoa


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Pessoa
Palavra do dia 



Sempre a mesma pessoa mandava uma mensagem de sete em sete dias. Aquela letra até que lhe era familiar, mas não a reconhecia lhe falava de amor e lhe dava uma esperança de vida que ele de uns tempos pra cá já não tinha. Nunca falava o nome, mas dizia que continuava a amá-lo dia após dia e que esperava que ele saísse daquela tristeza, daquela apatia. Aos poucos ele foi se alimentando com aquela energia que aquelas mensagens lhe traziam, foi tomando gosto de novo pela vida. As mensagens cessaram por um período de  uns trinta dias. Passado esse tempo, batem-lhe a porta e ele abrindo depara-se com uma doce senhora que lhe estende um papel dobrado lhe dizendo. Esta foi a ultima mensagem que recebi de sua falecida esposa, como todas, ela sempre diz que a felicidade dela será ver o senhor feliz.



15/06/2018 - sexta-feira - 20:53


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Jogada


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Jogada
Palavra do dia


Jogada às traças ela amargurou seus últimos dias. Durante o seu percurso nunca fora uma agradável companhia. Lamuriava muito, nunca nada a satisfazia.  Esquecera-se desde sempre de mostrar o seu sorriso. Talvez por falta de alguém que a fizesse enxergar o lado bom da vida.



14/06/2018 – quinta-feira – 11:34


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