Páginas
de saudades
Nossa!
Fui fundo nas minhas saudades
Tempos
de criança, de adolescência
Ginásio
Estadual, orfeão, intervalos de aula
Salgadinhos
da dona Isaura
Paqueras
no recreio, unilaterais até às vezes
E os
anos passando no costurar dos meses
As
meninas sonhadas fugiam nos bailes
Pra
não dar “tábua”, que mágoa., que nada
Maravilhosas
seleções, um aconchego nos braços
Aperto
de mãos, bocas sensuais
Desenhadas
com batom
E um
casal mais velho e amigo a rodopiar no salão
E pros
finais de semana sessões de cinema
Pipocas
e balas entremeio ao balburdio das falas
E a
gente procurando em cada canto
Aquela
menina, aquela especial, mas qual
No
apagar das luzes, a gente até se contentava
Quando
mesmo de longe divisava a imagem desejada
E se a
fita falhava, se as luzes acendiam
Era só
casais que se dispersavam entre assovios e vaias
Mas
depois tudo voltava ao normal, recomeçava
E no
final a gente voltava pra casa
Hoje
desdobrando essas páginas infindas
Não
deixo de sorrir, pois é como se revivesse tudo ainda
E foi
um tempo tão bom, como nos é o tempo de agora,
Que também
como o de ontem, aos poucos também vai-se
embora
Faustino
Poeta
13/09/2014-
sábado – 00h17
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