sábado, 2 de janeiro de 2016

Última cena


Última cena

Sem portas, sem janelas
Sem opções de chegada
De braços dados com o nada
Ais, dores, lágrimas cansadas
Represadas
Labirinto esse  que sufoca
E aos poucos mata

Não posso pagar o preço
Mesmo sabendo o endereço
Mesmo que eu percorra as moradas
E estenda as mãos.

Todos se perdem em suas vidas
Não há tempo, nem espaço
Cada um no seu quadrado
Alheios dilemas
São apenas mais problemas

Resta-me apenas
Ficar calado
Esperando o findar dos atos
Até a última cena.

Autor
Carlos Marcos Faustino
02/01/2016 – sábado – 11h33


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