quinta-feira, 19 de novembro de 2015

No meio do caminho

No meio do caminho

Uma jamanta no meio do caminho
Um trator, um tufão, uma calamidade
Um tsunami devastando sem piedade

Um precipício, um mar revolto
Ondas devorando o barco
Monstros marinhos e Netuno raivoso

Uma noite escura, tempestade
Granizos na cabeça, no coração ansiedade
E  um vulcão emergindo feito um dragão faminto

Nada parece acenar sorrindo
A vida remoendo-se, não há nenhuma trégua
Mesmo já tendo caminhado tantas léguas

E agora o  que mais resta
Nem mais aquele gosto de final de festa
E pensar que no meio do caminho, havia somente uma pedra.


Autor
Carlos Marcos Faustino
19/11/2015 – quinta-feira – 08h42


2 comentários:

  1. Todos nós temos grandes pedras que nos atrapalham o viver. Mas, essa pedra, nao pode parar a nossa caminhada temos que dar um jeito de tira la do nosso caminho e seguir ....parabens amigo

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    1. Obrigado Malu. Foi isso mesmo que entre linhas quis dizer ;" A gente não tira uma pedra, e depois outra e depois mais outra, até que tudo vira um caos e ai é que se percebe que se fosse tirando os obstáculos a caminhada seria mais fácil

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