sábado, 26 de setembro de 2015

Janelas - I

 

Janelas - I

Quase toda a noite
Abro a minha janela
E no meu sonho vou até ela
Percorro suas ruas
Adentro a velha casa
Como se o tempo voltasse
E desfilasse ali na minha frente
Todos aqueles personagens
Cada rosto daquela cidade
Cada cena, cada esquina
Cada música que se fez trilha sonora
Cada recanto da velha escola
Cada poltrona do cinema
Onde viajávamos nas sessões
De sábado e domingo
Cada canção dançada
Na luz negra do “Galinheiro”,
Cada olhar, cada aconchego
Cada toque de mão
Cada emoção escondida
Cada apito do trem
Passando sob o pontilhão
Como era doce aquela vida!
Mas  quando amanhece
Retorno sorrindo
A janela do meu peito sentindo
Um turbilhão de saudades
Daquele rincão que me abraçou
Quase uma vida inteira
Parapuã, cidade coração,
Pra ti minha devoção verdadeira

Autor
Carlos Marcos Faustino
26/09/2015- Sábado – 11h53




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