terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A partida





A  Partida


 - I -


Com girassóis nas retinas,
Morrerei muito enlevado,
Por jasmim asfixiado,
Ah! Flores que me fascinam,
E que nesta hora divina,
Hão de cobrir o meu leito,
Iluminando meu jeito,
Clareando meu semblante,
Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.


15/03/2014 - sábado - 12h59




-II-


E ao chegar do outro lado,
São Pedro com alegria,
Virá me dizer bom dia,
Nas mãos um livro encapado,
Com letras todo em dourado,
Vestido em branco, perfeito,
Vai arrancar do meu peito,
De mal, de podre, o bastante,
Que imaginem neste instante,
Que parti tão satisfeito.


15/03/2014-  sábado - 19h48



-III-


Estarei purificado,
Pra poder voltar a Terra,
Estarão a minha espera,
Os que por mim foram amados
Enxoval branco, engomado,
Volto meio contrafeito,
Mágoa existe no meu peito,
Vou, volto, sou debutante,
Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito.


16/03/2014 - domingo - 00h19


-IV-


De novo pronto pra luta,            
Certo é por o pé na estrada,       
Tornar linda a caminhada,           
Melhorar muito a conduta,        
Muito amor, pouca disputa,        
Ser somente um amuleto,
Que só promova o aconchego,
Pra quem ficar hesitante,
Que imaginem neste instante.
Que parti bem satisfeito.



16/03/2014 - domingo - 11h20



-V-


Que imaginem neste instante,
Que parti bem satisfeito,
Agora sou o primeiro,
Mas espero confiante,
Que seja muito importante,
Toda esta advertência,
Depois de tanta evidência,
Mesmo para os mais dispersos,
Deixo pro mundo meus versos,
Provas de minha existência.



16/03/2014 - Domingo -17h20



-VI-


Ser valente e sorridente,
Cavalheiro à moda antiga,
Sair dos bailes da vida,
Só pela porta da frente,
Abraçar os oponentes,
Tudo isso é sapiência,
Que acalma a consciência,
Meu pensamento é certo,
Deixar pro mundo meus versos,
Provas da minha existência


16/03/2014 - domingo - 18h13



-VII-


Deixo pro mundo meus versos,
Provas da minha existência,
Mesmo sem experiência,
A todos com quem converso,
Deixo claro que o Universo,
Ainda que se agradeça,
Ou mesmo que se esqueça,
Continua tão doente,
Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça.


17/03/2014- segunda-feira -  12h12



-VIII-



Mas de amor e de amizade,
Deve-se povoar o mundo,
São sentimentos profundos,
Para o bem da humanidade;
Hoje me deixa saudades,
Como era antigamente,
Nossos afetos ardentes,
Então pra que não se esqueça,
Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça.


17/03/2014- segunda-feira - 18h58




-IX-



O progresso está abusivo,
Toda a natureza implora,
A fauna, a flora:- É agora,
O momento decisivo,
Dum gesto mais intensivo,
Pra salvação do planeta,
Antes que o mal aconteça,
Eu sou tu és veemente?
Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça.


18/03/2014- terça- feira- 12h05



-X-



E haverá mais paz na Terra  
Quando nela for plantada,        
Muito bem fundamentada,      
Quando a alma inda encerra,  
Ideais que não a guerra,           
Quiçá o mal amorteça,              
Que o amor o reabasteça, 
É o meu apelo urgente        
            ,                                                    
Espalho as minhas sementes,       
Pra que o mundo floresça.


18/03/2014 - terça-feira - 12h45



-XI-


O riso de uma criança,
É promessa de venturas,
Os filhos são as pinturas,
Quadros da nossa lembrança
Que deixamos por herança,
Por isso a Deus agradeça,
Antes que a vida adormeça,
Eu sigo a estrada contente,
Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça


19/03/2014 - quarta-feira - 11h37



-XII-.






Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça,
Pra que em tempos de colheita,
Nossos filhos sorridentes,
Com amor no peito latente,
Semearão com ternura,
Nos campos, nova mistura,
Que trará mais esperança,
O riso de uma criança
É promessa de venturas.


19/03/2014 - quarta-feira - 22h17




-XIII-


É tanto pra ser mudado,
O mundo débil transpira,
A natureza delira,
Crianças!  Fazei do passado,
Um capítulo encerrado,
Crescei com desenvoltura,
Mude no povo a cultura,
É toda a nossa esperança,
O riso de uma criança,
É promessa de venturas



19/03/2014- quarta-feira - 22h45




-XIV-



Infância e mocidade,
Tempos de doces lembranças,
Como é grande esta distância,
Fontes das nossas saudades,
Um álbum de felicidades,
Das nossas eternas juras,
Dos momentos de loucura,
Meu Deus que eterna fragrância,
O riso de uma criança,
É promessa de venturas.


20/03/2014 - quinta-feira - 18h18




-XV-




A casa toda apagada,
As janelas sem cortinas,
E um luar de platina,
Adentrando a madrugada,
Clareando a estrada,
Lençóis de linda brancura,
Envolvendo com doçura,
Da vida esta exuberância,
O riso de uma criança,
É promessa de venturas.


20/03/2014 -  quinta-feira -19h12



-XVI-



Em manhãs ensolaradas,
Eram todos esplendores,
Por entremeio as flores,
Borboletas encantadas,
Feito magia de fadas,
Não havia desventuras,
E nem todas as amarguras,
Tinham real importância,
O riso de uma criança,
É promessa de venturas.


20/03/2014 - quinta -feira -  20h23




-XVII-


O riso de uma criança,             
É promessa de venturas,          
É pro mundo a eterna cura,    
É da paz a aliança,                        
E do amor a herança,                  
É tintura que em segundos,        
De um modo tão profundo,
Dá alento às nossas dores,
Com harmonia e cores,
Desejo pintar meu mundo.



20/03/2014 - quinta-feira-  23h17



-XVIII-



Com sorrisos e com flores,
Pelos jardins semeados,
Feito dois apaixonados,
Despertando mil amores;
Esses belos coautores,
Em menos de um segundo,
Vão te tocar lá no fundo,
E em todos os arredores,
Com harmonia e cores,
Desejo pintar meu mundo.


21/03/2014- sexta-feira - 00h13




-XIX-


Uma canção que assobia,
Parece até pensamento,
Mas qual é obra do vento,
Que vem lento e principia,
Uma dança, alegoria,
Obra de arte em segundos,
Da arte viva de fundo,
É fato, não são rumores,
Com harmonia e cores,
Desejo pintar meu mundo.


 21/03/2014- sexta-feira - 23h37





-XX-


Se a chuva vier benfazeja,
Rolar do alto da serra,
Matar a sede da terra,
É vida com toda certeza,
Pede a Deus que te proteja,
E agradeça bem do fundo,
Do seu eu o mais profundo,
Pelos frutos, pelas flores,
Com harmonia e cores,
Desejo pintar o meu mundo.


23/03/2014-  domingo  -12h27




-XXI-

No coração vem saudades,
A alma chora por dentro,
Quando em você me concentro,
Nos tempos de mocidade,
Penso com assiduidade,
Coisas que vem la do fundo,
São emoções que em segundos, 
Cerceio com muitas flores,
Com harmonia e cores,
Desejo pintar o meu mundo,


23/03/2014- domingo - 12h30



-XXII-


Com girassóis nas retinas,
Morrerei muito enlevado,
E ao chegar do outro lado,
Nesta hora tão divina,
Alguém será que imagina,
No seu eu o mais profundo,
Ao menos por um segundo,
Que apesar de tantas dores
Com harmonia e cores,
Desejo pintar o meu mundo.


-XXIII-


Com harmonia e flores,
Desejo pintar o meu mundo,
Ester termo " vagabundo,"
E outros sem mais pudores,
Que dão aos trabalhadores,
Vou cobrir com uma tintura,
Envolta em tanta ternura,
Uma marca de esperança,
"O riso de uma criança,
É promessa de venturas".


-XXIV-

O mundo nesta lambança,
Só nos trará desventuras,
Esta crise não se atura,
Deste jeito esta balança,
Pende sem muita bonança,
Melhor erguer a cabeça,
Antes que o mal aconteça,
Por isso agora é urgente,
Espalho as minhas sementes,
Pra que o mundo floresça.


-XXV-


 Em poesia as sementes,
Deixarei para que cresçam,
E que ninguém se esqueça,
Quem cala é quem consente,
Por isso estarei presente,
Tenho muita consciência,
Eu luto com sapiência,
Por modos muito diversos,
Deixo pro mundo os meus versos,
Provas da minha existência.

28/04/2017 - sexta-feira- 23h42


- XXVI -


Olvida meus versos, olvida,
Se isso te faz sentido,
Rimas que trago comigo,
Na inspiração que me dita,
Em poesias escritas,
Parecem virem do céu,
Em sonetos ou cordel,
Isso não me faz morto,
Sou barco em mar revolto,
E o meu porto é o papel.

02/05/2017 -  terça-feira - 20h11



- XXVII -


Viajante em mar revolto,
No meu barco de papel,
Pensamentos, meu cinzel,
Deixo assim tudo tão solto,
Embora esteja envolto,
Nessas trilhas do teu céu,
De versos, eterno véu,
Por isso é que te digo,
Pasmei, pasmei meu amigo,
Pra você tiro o chapéu .


- XXVIII -


Afora todos meus ais,
Eu jamais conseguiria,
Construir por ousadia,
Com palavras magistrais,
Os seus versos celestiais,
Muito mais que um menestrel,
Seu canto nos mostra o céu,
Por isso eu te bendigo,
Pasmei, pasmei meu amigo,
Pra você tiro o chapéu.

 - XXIX -


Meus versos não são tão belos,
Quão simples é meu pensar,
Pululam sem almejar,
Serem tão lindos castelos,
Nascem sem muito atropelos,
E querem ser poesia,
Mesmo sem ter a magia,
São como simples botecos,
Que florescem pelos becos,
No anoitecer dos meus dias.


04/05/2017- quinta-feira - 18h22


- XXX-


Quem comigo está na estrada,
Pode não se aperceber,
Como é que procuro ser,
Tracejando a caminhada,
Nestas rimas desenhadas,
Construindo sem querer,
Histórias deste viver,
E que no coração palpita,
Do menino que inda habita,
Todo meu jeito de ser.


- XXXI -

Das emoções e sorrisos,
De muito tempo atrás,
Trazem -me mais e mais,
Saudades de um colorido,
Lindo prazer, mas doído,
Me envolvendo sem saber,
Que posso tornar a crer,
Que inda é minha aquela vida,
Do menino que inda habita,
Todo meu jeito de ser.


XXXII


Poso ter brancos cabelos,
Nos poucos fios que inda tenho,
e se  achas que eu venho,
Com cautela e muito zelo,
Justificar-me com esmero,
Engana-se, posso dizer,
Eu quero te absolver,
Dou-te esta luz que palpita,
Do menino que inda habita,
Todo meu jeito de ser.

04/05/2017 - quinta-feira - 23h20


-XXXIII -

Vivo em eterno balanço,
Nos dias que inda tenho,
Mas já nem sei pra que venho,
Deixar ao mundo meu canto,
Desnudo de muito encanto,
Segue o barco com seus dramas,
Até o porto que o chama,
Deixando que os outros digam,
Os videiros sim desfilam,
Em seus corcéis suas tramas.


05/05/2017 - sexta-feira - 11h34


-XXXIV- 

Só campos de girassóis,
Algodoal, nuvens brancas,
No mar as mais calmas ondas,
Debaixo dos meus lençóis,
La fora vindo dois sóis,
Um de realidades duras,
Sem sonhos é só agruras,
Mas há de chegar um dia,
Que seja a arma a poesia,
Pra vencer guerras futuras.


10/05/2017 - quarta-feira -01h49


 -XXXV -


À parte, estive posposto,
Neste celeiro que habito,
Divaguei, rosto constrito,
Na alma o fel do desgosto
Com todo meu eu exposto
E nos ombros meu farnel,
Vou deixando este quartel,
Já que não fui absolto,
Sou barco em mar revolto,
E meu porto é papel.

 10/05/2017 - quarta-feira - 01:35


-XXXVI-


Como se fora uma dança,
Dos alforjes da minha alma,
Tudo que agora se espalma
Afora tantas mudanças,
Lembranças, lembranças tantas
Em tempos de boemia,
Seus versos quanta mestria,
Inda se ouvem os ecos,
Que florescem nos botecos,
No anoitecer dos meus dias.


Carlos Marcos Faustino
10/05/2017 - quarta-feira - 14h23


 -XXXVII -


Viver aqui neste plano
Requer ter sabedoria
Pra dança de todo dia
O mundo está leviano
Tanto pensamento insano
Oh! Deus quanta incoerência
Parto com antecedência
Indo pra outro universo
Deixo pro mundo em meus versos
Provas da minha existência.


Carlo Marcos Faustino
18/05/2017 - quinta-feira - 14h11


 -XXXVIII


Também já fui um menino
Versejei em meus brinquedos
Fiz encanto dos meus medos
E tudo o que hoje assino
Lembranças que descortino
Meninice, adolescência
Com toda a aquiescência
Sentimentos submersos
Deixo por mundo em meus versos
Provas da minha existência


Carlos Marcos Faustino
18/05/2017 - quinta-feira - 17h09
















 






















5 comentários:

  1. Tania Maria Gimenes Brochini
    Vale a pena reler de novo. É muito linda.
    27 de abril de 2017 às 20:28

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  2. Maria Célia Fernandes
    Parabéns amigo!
    Muito lindo! bjs
    27 de abril de 2017 às 21:28

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  3. Therezinha de Luccas
    Parabéns! É lindo!
    29 de abril de 2017 às 00:40

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  4. Francisco De Assis Ricco
    Muito bonito !
    01 de maio de 2017 às 17:53

    Magnólia Miranda
    Magnólia Miranda
    Muito lindo! Amei! Haha
    Uau , Triste
    01 de maio de 2017 às 19:18

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  5. Tania Maria Gimenes Brochini
    Nossa, tá ficando cada vez mais bonita. Ñ para ñ, tá ficando demais!
    11 de maio de 2017 às 18:05

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