sábado, 25 de outubro de 2014

Domingo


Domingo

Domingo
Vou botar meu terno branco
Vou  à missa, ao culto
Vou jogar olhares
Pra um olhar qualquer
De mulher.

Escolho com quem ando
Mesmo em dia santo
Vou andar comigo mesmo
Até alguém me quiser
Por companhia
Pra sentar na beira do caminho
Ou pra sair por ai, sem destino
Afinal hoje é domingo.

Vou deitar na minha rede
Depois de matar a sede
Depois que acabar o cansaço
Do banho de cachoeira
Com meu amor ao meu  lado.

Vou dormir a tarde inteira
Pra nem lembrar  segunda-feira
Quero acordar enganado
Que sou príncipe encantado
Ou que sou rei
E não um pobre coitado
E que inda é sexta feira.

Autor
Carlos Marcos Faustino
25/10/2014- Domingo 00h01m


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