terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ai que saudades do trem






                                  Ai que saudades do trem



Ai que saudades do trem. Do trem das sete, do trem da nove,  Do trem que nos levava pra escola, do trem que nos levava pra lá e pra cá. Quantas idas, quantas voltas, desde pequeno, quando minha mãe inda me sentava na mesa da sala pra calçar  as meias e os sapatos. Depois seguíamos de mãos dadas para a estação.  Aquele apito me fascinava, aquele balanço, aquilo tudo que passava naquelas antigas caminhadas.O vendedor de revistas " Revistas, revistas, revistas, Cruzeiro , Manchete,, Capricho, Ilusão, Noturno". O vendedor de bebidas e sanduiches " Olha a cerveja, guarana , biscoitos, sanduiche", ia tilintando a chave  no carrinho enquanto percorria o corredor. Ai que saudades do trem. O mesmo trem que um dia me levou para a capital, quando precisei sair de casa para trabalhar e estudar. Hoje nem a estação está mais lá. O trem também partiu pra sempre , pra algum lugar , lá pro canto dos nossos sonhos, lá pro recanto de nossas saudades"



Autor
Carlos Marcos Faustino
09/09/2014- Terça feira -19h42m

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