segunda-feira, 16 de junho de 2014

Calmaria



Calmaria


Pro coração, só calmaria,
Após as paixões arredias,
Após temporal, vendaval,
Após noites mal dormidas,
Após vencer forças do mal,

Deitar em correnteza as taças,
Verter ali no seio das vagas,
As incertezas, os dissabores,  as magoas,
Pra que o mar melhor te faça.

E no amanhecer ao divisares na praia,
Um sorriso, um olhar, um doce aceno,
Um jeito moreno numa branca saia,
Salta do barco, quase a cavalgar nas aguas,
Abarca em teu seio este vulto pequeno,
Que aos poucos se evapora, se arredia,
E fica somente o vazio, na tua ilusão de calmaria.

Autor
Carlos marcos Faustino
16/06/2014- segunda feira-14h53m



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