sábado, 31 de maio de 2014

Temporal


Temporal

Amanheceu,  segunda- feira recomeço de nada,
Escrevo cartas  pra nenhum destinatário,
A voz calada  explode de repente feito um estampido,
Não há caminhos nem alternativas que contenham este meu grito.

Olho pro  fundo desta realidade que me assassina aos poucos,
E implacável vai sugando a chama que me ilumina a vida,
E como eu outros tantos  que estão sendo alienados,
Sem esperança em gritos roucos vão seguindo  através das avenidas.

Enquanto o povo sufocado  vai morrendo nas macas  ou nas   filas,
Pratos vazios, bolsos furados, adoentados, vai-se esvaindo a esperança das famílias,
Que despojada  de justiça inda  mantém  a fé  em Deus viva.

Não há mal algum por pior que seja que dure para sempre,
Depois  de todo temporal, no horizonte o sol renasce,
E a vida refloresce, se multiplica através  de novas sementes.

Autor
Carlos Marcos Faustino
17/06/2013- Segunda feira – 13h26m



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