domingo, 16 de fevereiro de 2014

Espelhos


Espelhos

Espelho, em ti não me reconheço,
Não sou aquilo que parece estampado,
Não há também nenhum tipo de retrato,
Que mostre a minha essência, a minha alma.

Afora os meus tropeços, ainda  é luz que busco,
Cada dia, um novo recomeço,  mas no espelho não mudo,
Exceto  no passar do tempo, a cortina desce,
E a gente se esquece de que aos poucos a vida se despede.

E nos olhos, espelhos da alma,
É ali que verdadeiramente  explode a nossa calma,
Nossa alegria, o nosso amor, melancolia e a nossa ira,
É ali o  verdadeiro  retrato que  de nós transpira.

Autor
Carlos Marcos Faustino

16/02/2014- Domingo- 13h44m

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