domingo, 22 de setembro de 2013

Janelas


Janelas

Mesmo as mais delicadas palavras que tua boca balbucia,
Não me ganha, porque olhando nos teus olhos fica tão escancarado,
O teu sentimento que não condiz com os teus atos.

Sinto que não te sou bem-vindo até no seu estreito abraço,
Caminho  mesmo sem  ser notado no encalço dos teus passos,
E te seguindo vou sorrindo como um cão amigo abanando o rabo.

Mas o dono  ao seu cão devolve igual sentimento,
E eu apenas um velho vagabundo vou espreitando a frieza do mundo,
Que encarcera os seus  afetos sem nem mesmo de compaixão ter um pequeno gesto.


Autor
Carlos Marcos Faustino

22/09/2013- domingo- 21h43m

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