terça-feira, 2 de abril de 2013

Sementes

                           
Sementes 
 
Das mãos, as sementes vão sendo  espalhadas,
Algumas germinam, outras se perdem no  vento,
As que não são logo ceifadas,  vão crescendo,
A terra as alimenta e a chuva as  deixam molhadas.
 
Às vezes enchentes as tornam  encharcadas,
Apodrecem mesmo antes de cruzarem a vida,
E elas que sonhavam verem-se da terra despojadas,
Frustram-se por não poderem aspirar o ar que a todas convida.
 
E restam-lhe sempre lutar mesmo depois de crescidas,
Cada dia de sobrevivência uma nova conquista,
Dia e noite se entrelaçam, as horas passam, voam os dias,
 
E como para a planta, para nós também chega o dia da colheita,
E como a planta em forma de semente  volta à terra e à vida,
Nossa matéria volta ao pó,  pra nossa alma, Deus um lugar ajeita. 
 
Autor
Carlos Marcos Faustino
02/04/2013- Terça Feira – 01h20m

 

2 comentários:

  1. As verdades incontestes permisto com seu maravilhoso estro poético tornam esse poema um obra prima, Carlos Marcos. Meus sinceros parabéns, inclusive pelo maravilhoso blog. Grande abraço.

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  2. Obrigado meu amigo pelas suas belas e poéticas palavras . Muito grato e orgulhoso por sua nobre presença em meu blog.

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