quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Rastros de saudades


Rastros de saudades
 
A cada instante, mais longe, como o sol se deita no horizonte,
Despedindo-se da tarde nos braços e abraços da noite,
Deixas  no teu rastro esta saudades imensa de tua ausência,
Que vai abrindo-se no meu  peito e em vôos  rasantes sai explodindo.
 
E quem puder olhar neste momento pro céu todo encoberto,
Na certa não saberá dizer  se são estrelas ou vaga-lumes,
Mas se por acaso sentissem no  ar como sinto seu tênue  perfume,   
Decerto soubessem do meu sentimento em essência e brilho liberto.
 
Então você transcende minha realidade e em meus sonhos  vaga,
Acolhe-me em desejos por toda a noite  e me embriaga,
Desfaz-se da distancia, sussurrando aos pés do meu ouvido,
Palavras que de ti só posso ouvir estando mesmo adormecido.
 
E   quando os primeiros suspiros do sol  despontam após a  madrugada,
Desperto quase sonâmbulo vou à janela  e olho pra bem longe,
Peito aberto deixo  que saiam  como pássaros em revoada,
Todas as saudades, todas  as viagens feitas no sono pra não sei onde.
 
Autor
Carlos Marcos Faustino
22/02/2012- Sexta feira- 01h22m

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