sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desprendimento


 
Desprendimento
 
Nunca   julgue  o poeta pelo modo como ele se expressa,
Às vezes  pinta dor com uma falsa alegria,
Outras vezes sorri   com melancolia em entrelinhas,
Por vezes o poeta é um grande ator, então interpreta.
 
O poeta interpreta amores muitas vezes não vividos,
Cria personagens pra cada  verso que deixar escrito,
Morre de amores, renasce  depois entre  risos,
Faz da realidade sonhos e de sonhos o paraíso.
 
Mas o poeta não mente quando encarna tudo isso,
Simplesmente se desprende do seu eu por momentos,
E vive  em cada verso  um total  arroubamento.
 
E cada vez  que volta  a despertar deste momento de encanto,
Torna a  perscrutar   novas formas de desencadear estes sentimentos,
E é quando a inspiração aflora e o cobre todo com seu manto. 
 
 
Autor
Carlos Marcos Faustino
23/02/2013- Sábado-  00h 03Min

Um comentário:

  1. Muito verdadeiro!!! O poeta não é um fingidor, é sim aquilo que expõe, pois desprendido, ele sente e vive o que versa. Parabéns, Faustino por mais uma joia! Abraço!

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