quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Despedida



Despedida
 
Palavra de quatro sílabas,
Como pesa pra quem  vai,
 como  dói para quem fica,
Mas se é chegada a hora,
 a gente chora,  grita,
Às vezes um choro mudo,
Outras um grito calado,
 por trás dum riso forçado,
Um abraço,  um afago,
 um nada por falta de tempo,
E assim  vai-se tão só,
Como  se vem  só no nascimento,
 
O  frio do  espaço vazio,
 a foto no canto da sala
A canção que emociona,
E o perfume que exala
Palavras que  por  instantes
Nem eram pra ser faladas,
Ecoam em nossos ouvidos,
Saudades daquela pessoa,
Te da uma culpa à toa,
Uma dor alucinante,
Tão profunda e tão  cortante ,
Por nem conseguir dizer:
Foi mal, esquece , perdoa. 
           
Autor
Carlos Marcos Faustino
07/02/2013- Quinta Feira- 2h27m

Um comentário:

  1. Tania Maria Gimenes Brochini
    Despedida, tão triste e inspira poesia tão bonita
    07 de fevereiro de 2017

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