segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Súplica de um guerreiro


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Súplica de um guerreiro


Velhos  cabisbaixos, pensativos,

Olhares perdidos em tempos de glória:

Guerreiros  das matas, vitórias, vitórias;

Comida era farta, vinham das caçadas,

Das pescas, das idas e vindas na floresta

E tudo era festa,  cantorias e danças

E enquanto o sol ia... a lua chegava

A noite partia... o dia raiava.


E dos mares, através das matas

Pra  clareira nas tabas vieram

Chicote, chibata, morte

E peste que a tudo devasta,


Minguavam-se as tabas, As ocas tombavam.

As vidas ceifavam, mulheres perdiam-se

Crianças  então nasciam  e a fome, chegava.


O branco ora expulsava, ora escravizava,

E o índio arfava,  o índio morria

Nas tabas,  mulheres magrelas  de olhos molhados,

de tetas secas; crianças mirradas, coitadas.


Tupã! Oh! Tupã! Que manda na chuva,

Que manda no vento  e garoa,

Que manda no canto da  passarada

Que ecoam  nas matas,

Nas ondas das águas  que morrem na areia


Tupã! Oh! Tupã! Que faz nascer  vidas

E que nos dá a morte, nos diz, Oh! Tupã!

Por que esta sorte? Por que nossa raça

Esta sendo extirpada, banida, varrida,

Por que nossa terra está sendo tomada?


Dê-nos um motivo, um milagre, um consolo,

Por que tudo isso? Até quando este martírio?

Desperte-nos deste fatal  delírio !

Salva  nossa tribo, salva nosso povo?

8 comentários:

  1. Belíssimo poema que canta a história de um povo que clama por respeito à sua raça e às suas tradições. Triste lamento em rico poema! Parabéns, Faustino!

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    1. Obrigado por suas belas palavras meu amigo e poeta.

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  2. Tania Maria Gimenes Brochini
    Que triste mas foi isso mesmo.
    24 de fevereiro de 2017 às 18:36

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  3. Tania Maria Gimenes Brochini
    Que linda e que triste verdade.
    21 de abril de 2017 às 01:42

    Marissol Da Freiria Pantaleão
    Marissol Da Freiria Pantaleão Nossa que saudades....... Lindo poema
    21 de abril àsa 01:47

    Bruno Meneghello
    Bruno Meneghello Muita saudade ❤
    21 de abril de 2017 às 04:43

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  4. Christina Castello Branco Augusto
    Parabéns!!!! Linda!!!!
    21 dse abril de 2017 às 08:48

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  5. Eliza Perico
    parabens carlos tenho muito apreço a s suas em todas suas poesias paz
    21 de abril de 2017 às 21:36

    Sandra Gimenes Menabó
    Sandra Gimenes Menabó ·
    Que lindo! Ao mesmo tempo que triste realidade!
    21 de abril de 2017 às 21:36

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  6. Magnólia Miranda ·
    Lindo poema...triste realidade...porém verdade!
    22 de abril de 2017 às 23:43

    Lucas Costa Yoshinaga
    Lucas Costa Yoshinaga Saudades desse texto, linda obra Carlos Marcos Faustino
    22 de abril de 2017 às 23:43

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  7. Tania Maria Gimenes Brochini
    Essa já é minha conhecida , linda!
    29 de maio de 2017 às 19:27

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